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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Saiba sobre combustíveis e óleos

Você sabia?
Que no Brasil todo o refino de petróleo é feito pela Petrobrás, exceto por 2 refinarias que não são propriedade dela, e que Ipiranga, Repsol, Distribuidora BR, Shell e Esso são apenas distribuidoras dos produtos do refino da Petrobrás? Dessa forma, todo combustível e óleo que compramos em postos de qq bandeira são na origem o mesmo produto, sendo diferenciados somente pelos aditivos que recebem.

Gasolina
Existem 4 tipos de gasolina: A, C, aditivada e de alta octanagem.

A: É a gasolina pura, de 84 octanas (os valores de octanagem citados são todos aproximados).

C: É a gasolina que vende no posto. Na hora que o caminhão tanque sai do depósito para ir ao posto, é enchido com 75% de gasolina A e 25% de álcool anidro, obtendo-se a gasolina C. A gasolina C tem, por convenção do governo, Petrobrás e montadoras, 88 octanas. Ela recebe esse aditivo de álcool para atingir a octanagem desejada, pois o álcool tem uma octanagem muito maior que a da gasolina. Outras opções para aumento de octanagem não usadas no Brasil são a adição de chumbo, um certo tipo de éter ou naftalina. No Brasil o chumbo foi abolido pois é mais poluente e ataca o catalisador do carro. Nos esteites existe a opção de gasolina com ou sem chumbo ainda (leaded e unleaded).

Gasolina aditivada: É gas. C com aditivos que visam a limpeza do motor. A gasolina é gordurosa, e tende a deixar marcas por onde passa. A aditivada possui detergentes que removem esses resíduos. A gasolina aditivada é boa? É claro que sim! (Isso até eu já sabia).

Mitos da aditivada:
Mito 1: Usar faz mal. Certos vendedores de carro falam, ao nos venderem um carro: "ó, dotor, não usa aditivada não viu." Mas no manual de qq carro, manda usar gasolina aditivada. E aí? A questão é que um carro, em uns 2 ou 3 anos de uso, pode acumular no motor muita sujeira. E ao usar um tanque cheio de aditivada, toda essa craca acumulada pode ser desprendida de uma vez só, entupindo tudo. E qual é a solução? Passar gradativamente a usar a aditivada. Por exemplo, 5 litros num tanque cheio hoje, 10 litros no próximo, até usar somente a gas. aditivada. Isso para um carro. Para o tanque da sua moto, que varia de 10 a 20 litros, coloque menos litros por vez.

Mito 2: Custo. Aditivada é mais caro? Vamos calcular quanto sai a diferença entre a gas. C e a aditivada. O preço por litro é R$ 0,10 de diferença. Supomos que vc coloca 30 litros por semana no seu carro. Por semana, são R$ 3,00 a mais pelo uso da aditivada. Por mês, R$ 12,00. Por ano, R$ 144,00. Então vc perdeu R$ 144,00 por ano em usar a aditivada. Mas uma limpeza de bicos injetores ou carburador pode custar quanto? R$ 200,00? Então, a aditivada acabou saindo mais barato.

Mito 3: Aditivos de motor. Um zé mané vai no posto e compra um aditivo de motor, daqueles que "Limpa e evita a formação de impurezas, vernizes e borras provenientes da combustão". Paga R$ 12,00. Bota o negócio no tanque, todo feliz pq o motor vai ficar limpo. Mas o mané não se tocou que pagou R$ 12,00 pelo aditivo, enquanto poderia ter pago R$ 3,00 pela diferença para a gasolina aditivada.

Você sabia?
Que 3 países, Brasil, Congo e mais um terceiro que não lembro o nome, são os únicos do mundo onde ainda se tem a opção de comum e aditivada? Quem em todo o resto, inclusive na Argentia, não existe gasolina comum, somente aditivada?

Gasolina de alta octanagem: Sai do refino já com 88 octanas. O refino dela é mais caro, para produzir uma gasolina já com 88 octanas. Recebe ainda mais 25% de álcool anidro para ficar com 92 ou 94 octanas, se não me engano. É a mesma coisa que acontece quando vc coloca naftalina no tanque: Aumento de octanagem. Mas esse aumento somente é benéfico em motores de alta taxa de compressão, de 10:1 pra mais. Em motores com taxa baixa, por exemplo, 8:1, não há ganho com a octanagem extra.

ÓLEOS lubrificantes, sintéticos e minerais

A origem: O mineral é um nível da mistura separada do petróleo que é recolhida. O sintético é uma molécula especial que é selecionada em laboratório e clonada.

A qualidade: O sintético é, via de regra, superior em performance do que o mineral. Mas certos mitos, como por exemplo, "o Fiat Marea só pode usar óleo sintético" são inválidos. Cada veículo tem uma especificação de óleo. Veja abaixo.

A durabilidade: A gasolina e o óleo mineral são originados do petróleo, que é um composto formado a partir de matéria orgânica. Consequentemente, a gas. e o óleo têm validade.

O óleo tem sua validade contada a partir da abertura da embalagem.

Como funciona? No manual de cada veículo vem escrito uma kilometragem ou uma idade para a troca do óleo. Ou em alguns, só a kilometragem. Porém, se vc usa óleo mineral, ele deve ser trocado no período de tempo certo, mesmo que não tenha sido atingida a kilometragem e mesmo que no manual do veículo não seja indicada a necessidade de trocar o óleo mineral no período de tempo, mesmo pq os manuais não exigem que o óleo seja sintético ou mineral.

O valor fixo de validade do óleo mineral pode ser considerado como 6 meses. Em 6 meses, mesmo que não tenha sido atingida a kilometragem de troca, é bom trocar o óleo mineral. Pois, por ser um produto orgânico, assim como a gasolina, perde suas propriedades com o tempo.

Essa é mais uma vantagem do sintético: Não é preciso ser trocado em 6 meses. Para donos de motos muito, mas muito coxinhas, pode ser mais barato usar o óleo sintético (seis vezes mais caro) do que o mineral, pois enquanto o mineral tem q ser trocado bianualmente, o sintético é só quanto atingir a kilometragem.

O uso excessivo: Este é outro item que salvaria muitos motores do travamento. A maior parte do desgaste do motor acontece nos primeiros momentos do uso. Portanto, veículos que andam trechos muito pequenos, por exemplo: De casa ao trabalho, 7 kilômetros, do trabalho à casa, mais 7 km, e assim sucessivamente, tendem a desgastar o óleo mais rapidamente. Nesses casos é recomendado trocar o óleo com metade da kilometragem recomendada no manual. O que fazer? Você eu não sei, mas eu vou trocar sempre na metade da kilometragem de troca, só pra garantir.

A classificação: As 2 classificações de óleo mais importantes que devemos saber são a de viscosidade e a de desempenho.

A de viscosidade, SAE, todo mundo sabe: 20W50: Viscosidade 20 no inverno e viscosidade 50 no verão.

A de desempenho não é tão famosa. Uma vez mandei o mecânico de uma oficina botar na YBR o óleo Yamalube 4 20W5

Fonte: Juliano Assimila

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dicas úteis: Flex – O que é?

Flex – O que é?

A tecnologia Flex é fruto de pesquisas norte-americanas, européias e japonesas, que se iniciaram na década de 80. Foi criado um motor inteligente, que reconhece o teor de álcool
em mistura com a gasolina e ajusta automaticamente a operação do motor às condições mais favoráveis ao uso da mistura em questão.
Como funciona?

Sensores existentes no sistema de injeção de combustível enviam informações para um programa de computador, que analisa e quantifica a mistura entre álcool e gasolina no tanque. Os sensores são de:

* Temperatura;
* Velocidade;
* Rotação;
* E sonda lambda* (localizada no escapamento).

*Ela detecta a composição do gás de escape.

Com essas informações, uma unidade de comando eletrônico adapta o funcionamento do motor ao combustível, mantendo a performance do veículo.
Fique de olho:

* Quando abastecido só com álcool, o veículo tende a oferecer melhor desempenho;
* Quando abastecido só com gasolina, o veículo tende a oferecer melhor autonomia;
* A principal queixa dos consumidores é a de que os flex abastecidos com álcool consomem mais do que os motores que funcionam somente com esse combustível. A explicação é a seguinte: para poder trabalhar com álcool e gasolina simultaneamente, o flex tem uma taxa de compressão intermediária, abaixo do nível ideal, fazendo com que o motor não aproveite a máxima energia contida no álcool.
* A tecnologia flex permite baixar o índice de emissão de poluentes;
* O kit de gás natural veicular pode ser instalado nos motores flex;
* Não há risco de problemas de partida nos dias frios quando abastecido apenas com álcool, porque no compartimento no motor flex existe um reservatório de gasolina para partida a frio.

Veja o caso do Gol Total Flex (testes realizados pela Quatro Rodas):
Veículo Combustível Km/l
Gol Total Flex 100% Gasolina 7,64
Gol Total Flex 100% álcool 5,29
Gol Total Flex 50% gasolina/50% álcool 6,37

Vale lembrar

O consumidor só terá vantagem no uso do automóvel bicombustível se o litro do álcool estiver custando até 70% do preço da gasolina. Para saber qual deles é mais vantajoso, basta dividir o preço do álcool (A) pelo da gasolina (G) e multiplicar o resultado por 100. Caso esse número seja maior que 70, compensa abastecer com a gasolina.

Exemplo:
A (R$ 1,15) / G (R$ 2,30) x 100 = 50 (vantagem para o álcool). Quanto à manutenção, o importante é não deixar gasolina no reservatório de partida a frio por muito tempo, pois ela pode gerar uma goma e entupir o orifício de passagem do combustível, deixando o sistema de partida a frio sem funcionar.

Fonte:http://www.itatotal.com.br

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