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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Criança segura na cadeirinha


Criança segura na cadeirinha

Algumas crianças relaxam com o embalo do movimento do carro e terminam cochilando. Mas há aquelas que ficam agitadas, brincam, ficam em pé entre os bancos, mandam beijinhos e distribuem simpatia para os outros carros. Confesso que adoro brincar com os pequenos no trânsito, mas saber que eles estão seguros com o uso obrigatório de cadeirinhas em automóveis para crianças menores de sete anos e meio é um alívio.

É lei e começará a vigorar a partir do dia 1 de setembro o uso da cadeirinha no banco traseiro nos veículos desde a saída da maternidade. Quem não cumprir será multado em R$ 191,54 e receberá sete pontos na carteira. O prejuízo no bolso é pequeno, o bom mesmo é saber que essa atitude simples poderá evitar acidentes.

Algumas vezes parece até contraditório algo tão importante precisar se tornar lei para que seja respeitada a segurança. Um simples espirro da criança já é motivo para ser levada ao pediatra, mas passear de carro no colo da mãe pode. Não pode!

Segundo a ONG Criança Segura, uma criança no carro sentada no banco traseiro, com até 25 kg numa batida de carro a 50 km/h, poderá sofrer danos comparáveis a uma queda do terceiro andar de um prédio. Com o uso da cadeirinha e sua utilização correta as estatísticas são reduzidas em até 70%.A Lei da Cadeirinha tem como objetivo de reduzir os dados do Ministério da Saúde em que os acidentes de carro representam a terceira causa de morte entre crianças de zero a nove anos.

É muito comum mães e pais falarem que os filhos não ficam quietos na cadeirinha e que não conseguem fazê-los sentar. Ontem mesmo atendi um casal de gêmeos de um ano, o Leo e Carol, filhos da Sakae e Nori Fukuma e os ajudei a levá-los para o carro. Afinal, com dois filhos quanto mais ajuda melhor! Os pais usam um artifício simples para manter os gêmeos tranquilos na cadeirinha, o DVD. Claro que os bebês reclamaram um pouco ao sentar na cadeirinha, mas logo se acalmaram e voltaram para casa. Conseguimos ensinar tantas coisas para as crianças, regras, horários, rotinas... Tenho certeza que com paciência você achará um artifício, uma forma para as suas crianças aderirem às cadeirinhas.

É importante saber que a lei não se aplica aos veículos de transporte coletivo como veículos escolares, táxis e veículos com peso bruto total ou superior a 3,5 toneladas.

Hoje há diversas cadeirinhas disponíveis, então atenção às dicas: veja se possui o selo do Inmetro, cinto de segurança, estofamento e correia (parte que prenderá no veículo). Muitas lojas oferecem auxílio na hora da instalação, não deixe de conferir antes de bater o martelo na compra.

O modelo escolhido deverá ser compatível com a altura e o peso do seu filho. Siga as instruções da cadeirinha e não haverá erro. Saber que o seu filho estará seguro é um bom motivo para se adequar à nova rotina.

Saiba mais sobre a divisão da cadeirinha por faixa etária e peso:


Bebês até um ano (ou até 9 e 13 quilos dependendo da marca): devem ser transportados no bebê conforto ou conversível no banco traseiro com leve inclinação e de costas para o motorista.
De 1 a 4 anos (ou crianças entre 9 e 18 quilos): deve-se usar as cadeirinhas no banco traseiro, na posição vertical e de frente para o motorista.
De 4 a 10 (ou crianças entre 18 e 36 quilos): devem sentar no assento de elevação ou "booster" no banco traseiro com cinto de segurança de três pontas.

Fonte: Criança Segura - http://www.criancasegura.org.br

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Porque tão importante quanto as escolhas do seu filho no futuro são as escolhas que você pode fazer por ele hoje.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bullying e ciberbullying – o que fazer com isso?

Por Maria Tereza Maldonado,
psicóloga

Onde estão as fronteiras entre brincadeira, implicância, agressão e perseguição implacável no comportamento de crianças e adolescentes? Como orientá-los para o uso responsável da Internet e do celular, em casa e na escola?

O trabalho conjunto entre famílias e escolas é essencial para criar uma cultura de não tolerância à prática do bullying e do cyberbullying, desenvolvendo uma rede saudável de relacionamentos em que fique claro para todos que “agressão não é diversão”.

E quais são as expressões mais comuns da agressão? Humilhação, apelidos depreciativos, jogos de poder dos “chefes” e dos “populares” da turma que submetem os colegas, intimidando-os para que obedeçam aos seus comandos sob pena de exclusão do grupo, ameaças de agressão física ou constrangimento moral, mensagens difamatórias ou ofensivas.

São ataques maciços à auto-estima que, em muitos casos, estimulam na vítima sentimentos de rejeição, dificuldades de inserção no grupo, medo de ir à escola, crises de angústia e estados depressivos.

O bullying se caracteriza por ações repetitivas de agressão física e/ou verbal com a clara intenção de prejudicar a vítima. O cyberbullying é ainda mais terrível, porque a perseguição é implacável, podendo chegar a 24 horas por dia nos sete dias da semana: a vítima é atacada por mensagens de celular, filmada ou fotografada secretamente em situações constrangedoras que podem ser colocadas na rede.

As escolas que fizeram campanhas anti-bullying bem sucedidas trabalharam com toda a equipe escolar e buscaram a parceria das famílias no sentido de criar uma cultura de não tolerância às ações do bullying e do cyberbullying, colocando os limites devidos e as consequências cabíveis às condutas de agressão, estimulando a expansão dos recursos para fortalecer as vítimas, propiciando aos agressores o bom uso de suas capacidades de liderança e o aumento da empatia, estimulando a ação eficaz das testemunhas.

O resultado é a melhoria da qualidade dos relacionamentos e o uso responsável da tecnologia.

O primeiro passo é a conscientização do problema: ações de bullying acontecem em todas as escolas, públicas e particulares. Quando a escola adota uma postura clara de não tolerância ao bullying, pode elaborar um “contrato de convivência”, a ser apresentado à família no ato da matrícula e a ser trabalhado com todos os alunos e a equipe no cotidiano da escola.

O "contrato de convivência" coloca regras claras, evita muitos episódios de agressão.

Abordar o tema com a turma é importante, especialmente nos casos de apelidos depreciativos e de exclusão, que ocorrem com frequência. São oportunidades de estimular a reflexão: “E se fosse com você?”.

A conversa em grupo também é útil para estimular a criação de recursos para lidar com os episódios de bullying, desestimulando o autor a prosseguir com os ataques.

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mtmaldonado@mtmaldonado.com.br
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(*) Autora dos livros “A face oculta – uma história de bullying e cyberbullying" (Ed. Saraiva) e "Cá entre nós – na intimidade das famílias”( Integrare Editora).

Fonte: www.espacovital.com.br

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Como colocar limites nas crianças

Saiba como estabelecer limites e colaborar com o desenvolvimento das crianças.

O afeto é essencial na educação dos filhos, porém, os pais não podem se esquecer que colocar limites nas crianças também é necessário. E este é um dos grandes problemas na criação dos filhos, pois há certa desorientação por parte dos pais em relação à autoridade que exercem, alguns até se sentem inseguros em proibir coisas. E colocar limites não significa ser autoritário e privar a liberdade da criança, mas sim demonstrar autoridade.

Estabelecer limites para as crianças pode não ser tarefa fácil, mas é através deles que os pais vão poder ensiná-las a respeitar os outros e a si mesmas, reconhecendo ainda a diferença entre suas necessidades e suas vontades. A criança precisa aprender a esperar sua vez, a compreender que precisa compartilhar, ser gentil e tolerante. Por isso, as regras devem ser claras, objetivas, coerentes e acima de tudo, devem ser mantidas com segurança e firmeza.

Muitas vezes, ao ouvir um não a criança pode ter a reação de chorar, resmungar, brigar, fazendo com que os pais se sintam injustos. É importante que eles estejam prontos para tais reações e não se esqueçam de que os limites são para o bem da criança. A falta de limites da criança pode ter conseqüências negativas, afinal a criança que não aceita regras certamente terá dificuldades para conviver com os outros quando crescer.

Se mesmo com as melhores intenções de poupar os filhos de qualquer tipo de sofrimento os pais satisfizerem todas as suas vontades, podem acabar prejudicando neles o desenvolvimento da capacidade de enfrentar dificuldades e suportar frustrações.

Geralmente, depois do “não” dos pais vem um “por que?” dos filhos. E os pequenos têm sim o direito a uma resposta, Por isso, nada melhor que dialogar e explicar à criança em poucas palavras o porquê tem que obedecer. Por exemplo: “Não suba aí. Você pode cair e se machucar”. Quando um limite é aplicado e a criança entende o motivo para aquela ordem, se sente mais animada para obedecê-la.

Fonte: www.dicasdemulher.com.br

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